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Metodologia

Como a Clonar avalia a resistência a doenças

Um resultado de fenotipagem precisa ser reprodutível. Cada ensaio reproduz as três condições da doença, controla as fontes de variação e registra os procedimentos, do isolado utilizado à temperatura da casa de vegetação.

Triângulo da doença

Condições necessárias para a ocorrência da doença no ensaio

A análise de resistência exige que as três condições para a ocorrência da doença estejam presentes ao mesmo tempo: planta sadia, patógeno agressivo e ambiente favorável. Sem uma delas, o ensaio não diferencia os clones.

  • Hospedeiro sadio: mudas padronizadas em idade, porte e sanidade, para que as diferenças observadas se devam ao genótipo.
  • Patógeno agressivo: isolados do banco com patogenicidade confirmada e agressividade conhecida.
  • Ambiente favorável: temperatura, umidade e período de molhamento ajustados a cada patógeno.

As etapas

Seis etapas e o controle de cada uma

A sequência de etapas é a mesma para todas as doenças; o protocolo de cada etapa varia conforme o patógeno.

01 · ISOLADO

Escolha dos isolados

Seleção por origem, hospedeiro e agressividade registrada no banco. Para clones destinados a várias regiões, usa-se mais de um isolado.

Controle: código do isolado registrado no laudo
02 · PLANTAS

Padronização das mudas

Mudas sadias, de mesma idade e porte, aclimatadas antes da inoculação.

Controle: descarte de plantas fora do padrão
03 · DELINEAMENTO

Casualização e repetições

Clones e testemunhas sorteados nos blocos, para que diferenças de luz e umidade da casa de vegetação não se confundam com genética.

Controle: mapa do ensaio arquivado
04 · INOCULAÇÃO

Inóculo preparado e quantificado

Método adequado a cada patógeno (no lenho, no solo ou na folhagem), com concentração do inóculo aferida no dia.

Controle: lote e concentração do inóculo
05 · INCUBAÇÃO

Ambiente favorável à infecção

Temperatura, umidade e período de molhamento ajustados ao patógeno, registrados ao longo do ensaio.

Controle: registro contínuo do ambiente
06 · AVALIAÇÃO

Medida, análise e laudo

Escalas padronizadas e medidas diretas, avaliadores treinados, análise estatística e classificação de cada clone.

Controle: testemunhas validam o ensaio

Delineamento

Casualização da posição das plantas nos blocos

Dentro de uma casa de vegetação, luz, temperatura e umidade variam de uma bancada para outra. Se um clone ocupasse sempre a posição mais úmida, o efeito do ambiente se confundiria com o efeito do genótipo.

  • Blocos: cada bloco contém todos os clones do ensaio, uma vez.
  • Sorteio: a posição de cada clone dentro do bloco é casualizada.
  • Testemunhas: um clone sabidamente resistente e um suscetível em todos os blocos. Se a testemunha suscetível não apresenta sintomas, o ensaio é invalidado e repetido.

Ilustração do princípio, com 6 clones e 4 blocos. O número de clones, blocos e plantas por parcela é definido em cada proposta.

Testemunha resistenteTestemunha suscetívelClones avaliados (1 a 6)

Escala de avaliação · exemplo da ferrugem

Escala de notas para a ferrugem do eucalipto

Para doenças foliares, usamos escalas de notas com descrição objetiva de cada classe, reprodutíveis entre avaliadores treinados. Selecione uma nota para ver o sintoma e a classificação.

Escala ilustrativa de 0 a 4 para ferrugem do eucalipto (Austropuccinia psidii), adaptada de Junghans et al. (2003), Theoretical and Applied Genetics.

Da medida à classificação

Critérios de classificação dos clones

1. Medida

Conforme a doença: comprimento de lesão no lenho, porcentagem de área foliar afetada, incidência de murcha ou nota de escala.

2. Análise estatística

Médias por clone, variabilidade entre repetições e comparação com as testemunhas do próprio ensaio.

3. Classificação

Cada clone é classificado como resistente, tolerante ou suscetível em relação às testemunhas, com a recomendação para o programa.

Reprodutibilidade

O que fica registrado em todo ensaio

Registros que permitem repetir o ensaio, no mesmo laboratório ou em outro, e comparar os resultados.

  • Código, origem e histórico de cada isolado usado
  • Lote e concentração do inóculo no dia da inoculação
  • Mapa do ensaio com a posição sorteada de cada planta
  • Temperatura e umidade ao longo da incubação
  • Datas de avaliação, avaliadores e fotos por clone

Próximo passo

Discussão do protocolo antes da contratação

A equipe técnica apresenta o desenho do ensaio à equipe de melhoramento do cliente e ajusta o protocolo ao objetivo do programa.

ou escreva para comercialclonar@gmail.com

Falar com a equipe técnica